domingo, 3 de abril de 2011

Necessidades

Eu preciso de tanta coisa que decidi que vou falar do que não preciso. Eu não preciso de pessoas falsas, medíocres e mesquinhas, nem de quem é orgulhoso, petulante e arrogante. Eu não preciso de gente que diz que gosta de mim, mas que na verdade só me tem como fantoche. Eu não preciso fingir que amo ou que não gosto. Eu sou assim, de repente já falei de mim. Não preciso que me apontem o caminho, eu preciso que caminhem comigo.

sábado, 2 de abril de 2011

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Eu não sou meiga, também, quem disse que eu queria ser? Eu sou muito sangue, muita alma, afeto e toque. Não gosto de coisas pelas metades. Não gosto de abraços meia boca. Se é pra falar, eu falo com sinceridade. Se é pra rir, eu rio com espontaneidade. Se é pra abraçar, eu abraço com vontade. Se é pra fazer cafuné, eu faço com muita bondade. E se é pra amar, aaah se é pra amar, eu amo com intensidade. Isso não torna as coisas eternas, nada é eterno, mas torna-as únicas enquanto duram. Não espero que seja para sempre, que quase nunca existe, espero que seja para todas as manhãs serenas e tranqüilas que espero viver. O que vai acontecer eu não sei, eu só quero que aconteça e que eu não me arrependa de ter vivido o que a vida me deu para viver.

terça-feira, 29 de março de 2011

Decepção

E ainda dizem que decepção não mata. Devo então ser a exceção da regra, porque cada dia que passa morre mais um pedaço de mim .

domingo, 27 de março de 2011

Muda, não mudanças..

Emudeci. E quando você fala demais te chamam de tagarela, se fala pouco te chamam de esquisita, mas se você não fala nada, ninguém também vai ter o direito ou argumentos para falar de você. Então é por isso que sigo assim, talvez seja a hora de me recompor. Emudeci para curar a minha dor.

Patience

Doce assovio que sai da alma
Transmite o que ninguém pode ver
Sinta o poder dessa vida calma
A melodia mais bela vai te envolver

Com cada batida do coração
Clamando, pulsando por você
Peço paciência aos céus, ergo minha mão
Um dia, espero, vou poder te ter

Me sinto tão sua que quando não te tenho por perto
Me perco em mim mesma, esmoreço sozinha
Falta você para me erguer, me mostrar o caminho certo
Por que você não me faz feliz, vida minha?

Como os dedos dedilhando as cordas do violão
Descubra cada pedaço de mim
Me faça musa, inspiração
Quem foi que disse que não pode ser assim?

Deixe-me ser a luz, clarão do seu dia
Alegria que contagie sua vida
Fervor que aquece suas noites tristonhas
Companhia para as tardes risonhas

Deixe- me ser quem vai mudar,
Retirar o que te aprisiona, machuca
O amor que falta na sua lista de objetivos
Acabar com essa mania de viver somente por relativos

Eu te mostro como ser feliz intensamente
Como um raio de sol reluzente
E os mesmos assovios que outrora eram apenas complemento, jogo de lances
Permanecerão e passarão a dar musicalidade ao nosso romance
Como posso afirmar sobre mim, se assim como a vida sou tão inconstante. Me perdoem meus caros amigos, sinto em dizer que não sou, mas estou sendo.

Burburinhos

Quando eu paro para pensar sobre mim, me lembro de músicas antigas tocadas com um som metódico e sereno. O cantor insiste em dizer palavras em outra língua e eu me fixo em interpretá-las. Eu sou assim. Uma música solta pelo ar, querendo encontrar alguém que queira realmente me ouvir. Nada de batuques ou rítmos de balada. Não. Quase um silêncio. Quase um ruído. Uma música que é escrita a cada dia, em todo momento. Palavras epetidas que clamam por um peito que as aconchegue. Quando penso em mim, ouço músicas que me dizem a real verdade sobre mim... eu sou feliz exatamente assim. Eu não finjo ser, eu simplesmente sou.! E sigo então, ouvindo a voz do silêncio.